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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
20 anos sem Caio Fernando Abreu!
Tive uma relação extranha com Caio Fernando Abreu! Ele amigo pessoal de Mário Prata; este de não saia de Uberaba, e e u amigo de seus familiares...a família Prata em Uberaba onde eu era estudante. Caio Fernando Abreu fazia parte de nosso imaginário literário com seus textos maravilhosos quando falava da vida. Eu sempre escrevi sobre a urbanidade, e este mentor era para nós escritores iniciantes o máximo quando se falava em algo que viesse da cidade. Ele sabia representar a cidade grande, ses medos, suas fobias e principalmente suas histórias. Um dia o vi junto com Mário Prata em um restaurante em Uberaba...eu era apenas um estudante, mas o homem alto, fino e elegante, de umara cara já sulcada pela doença; ficou guardada na minha memória. Um mito de pavor e admiração em um rosto jovem e ao mesmo tempo cançado. Saua alma dúbia sempre destrutiva e melancólica deu sentido a uma alma que passou a vida inteira querendo se matar; mas quando o único mal inevitável da criação...como diria Ariano Suassuna, se abateu sobre ele...ele ansiava por viver. E isto passou a me fascinar ao longo da vida quando passei a escrever sobre os males e alegrias da cidade...Requiescat in pace Caio...
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