segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Um pouco de poesia para começar a semana. Poesias de Julio Cesar Pereira. Todas premiadas em concursos nacionais.



Ofício místico (Para Setth).

O flerte com o livre arbítrio
Livre e telúrico; copula com heróicos em decassílabos.
Num encontro profícuo
Menos aurífero do que pífio. Mas...
Honre Setth. Anjo, diabo, desdonzela, mito.
Onde a magia afoita tornou-o universal.

Frio, prosaico.
Pura neve profana.
Enquanto outros credos reacionários
E estóicos, tentam fada-lo ao anonimato.
Pois eis a forma: O prolixo abismo.

E depois cessa-se tudo.
O verso no avesso.
Na face ou no espelho.
Cala-se a brisa interna.
Na poça do resto.
E na fonte de absinto.

E centra-se mais matéria
Nalgum espírito onírico.

Deixar elísio
Nutrindo o ofício místico.
De num desperdício, desnutrir.
A nudez dos fantasmas
Que te inspiram princípios.
Num vôo sem asas.





Heras.

Há o seu nome que grito para o alto.
Há os seus cabelos que eram longos.
E há o seu cheiro.

Seu sexo cheira a narcisos
Seu sorriso? Um par perfeito.
Seus olhos? De um verde sem fim.

Me lembro das noites mal dormidas
Onde acariciava-me.
E olhava-me  com suas
Sobrancelhas de louca.

Você foi meu príncipe encantado. 
Princesa na torre.
Em noites mal dormidas.
Ou seja lá o que for.

E quando chegas, sinto o cheiro de narcisos.
Há ...E a há o teu beijo.




Brilho desejável de seu lábio.

Não há nada que possa fazer.
Há muito tempo!
Ele havia sido criado para mim.
Um leve tocar do piano de Herbie Hancock
Um cigarro e um livro de Doris Lessing
E o gosto por tudo o que me era
Importante.
Tinha lhe ensinado o sabor
De São Paulo e suas ruas turbulentas.
Que havia posto um naco de mim em seu corpo.
Uma pequena baba de minha saliva
No anguloso contorno de suas costas.
O prazer não é apenas um raio de sol
No emaranhado de nuvens
Em meio à chuva rala.
Não há o que eu possa fazer.
Há muito tempo não há.
Nem lembrar por  um desencanto
No escarlate que emana do
Brilho desejável de seu lábio.
Ou no peso de seu corpo
Que tens aberto todos os poros,
Olhos e concavidades
Cavadas pela mão
Em uma planície branca.
Tão certo como há
Muito tempo não há.


Como a certeza de que o mundo
É redondo.
Ou que a maré é salgada.
Ou que é possível ter bem claro
O fino silencio que faz o dia.


 

 

Trabalho do desenhista e grafiteiro Denis Balduíno. Muito premiado nacionalmente.





quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

SK8 Upgrade Buritizal- SP

No último domingo, 19 de Janeiro, na cidade de Buritizal- SP ocorreu o SK8 Upgrade. Realizado com a junção das parcerias entre P.M de Buritizal, The L.I.R.A Produções e Coletivo Prosa Boa & Arte o evento teve repercussão acima do esperado pelos produtores. Com intervenções artísticas, oficinas e muitos shows o evento recebeu pessoas de toda região, de Ribeirão Preto-SP até Sacramento- MG.
Das 14 às 20 hs a até então pacata e tranquila Pista de Skate de Buritizal ferveu literalmente, debaixo de um sol escaldante o público não se avexou e prestigiou todas as atividades do começo ao fim, sendo necessário que pedissem para irem embora ao final pois o local deveria ser fechado hehe.
Devido ao grande sucesso a galera já pede uma outra edição que os organizadores já idealizam para o ano que vem. Buritizal sem dúvidas vem ganhando destaque pelos eventos desse gênero, recebendo grandes públicos de toda a região, fiquem agora coma s recordações desse dia histórico e até uma próxima se Jah quiser...