Ofício místico (Para
Setth).
O flerte com o livre arbítrio
Livre e telúrico; copula com heróicos
em decassílabos.
Num encontro profícuo
Menos aurífero do que pífio. Mas...
Honre Setth. Anjo, diabo, desdonzela,
mito.
Onde a magia afoita tornou-o
universal.
Frio, prosaico.
Pura neve profana.
Enquanto outros credos reacionários
E estóicos, tentam fada-lo ao
anonimato.
Pois eis a forma: O prolixo abismo.
E depois cessa-se tudo.
O verso no avesso.
Na face ou no espelho.
Cala-se a brisa interna.
Na poça do resto.
E na fonte de absinto.
E centra-se mais matéria
Nalgum espírito onírico.
Deixar elísio
Nutrindo o ofício místico.
De num desperdício, desnutrir.
A nudez dos fantasmas
Que te inspiram princípios.
Num vôo sem asas.
Heras.
Há
o seu nome que grito para o alto.
Há
os seus cabelos que eram longos.
E
há o seu cheiro.
Seu
sexo cheira a narcisos
Seu
sorriso? Um par perfeito.
Seus
olhos? De um verde sem fim.
Me
lembro das noites mal dormidas
Onde
acariciava-me.
E
olhava-me com suas
Sobrancelhas
de louca.
Você
foi meu príncipe encantado.
Princesa
na torre.
Em
noites mal dormidas.
Ou
seja lá o que for.
E
quando chegas, sinto o cheiro de narcisos.
Há
...E a há o teu beijo.
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