segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Poesias de Julio Cesar

Ofício místico (Para Setth).

O flerte com o livre arbítrio
Livre e telúrico; copula com heróicos em decassílabos.
Num encontro profícuo
Menos aurífero do que pífio. Mas...
Honre Setth. Anjo, diabo, desdonzela, mito.
Onde a magia afoita tornou-o universal.

Frio, prosaico.
Pura neve profana.
Enquanto outros credos reacionários
E estóicos, tentam fada-lo ao anonimato.
Pois eis a forma: O prolixo abismo.

E depois cessa-se tudo.
O verso no avesso.
Na face ou no espelho.
Cala-se a brisa interna.
Na poça do resto.
E na fonte de absinto.

E centra-se mais matéria
Nalgum espírito onírico.

Deixar elísio
Nutrindo o ofício místico.
De num desperdício, desnutrir.
A nudez dos fantasmas
Que te inspiram princípios.
Num vôo sem asas.





Heras.

Há o seu nome que grito para o alto.
Há os seus cabelos que eram longos.
E há o seu cheiro.

Seu sexo cheira a narcisos
Seu sorriso? Um par perfeito.
Seus olhos? De um verde sem fim.

Me lembro das noites mal dormidas
Onde acariciava-me.
E olhava-me  com suas
Sobrancelhas de louca.

Você foi meu príncipe encantado. 
Princesa na torre.
Em noites mal dormidas.
Ou seja lá o que for.

E quando chegas, sinto o cheiro de narcisos.

Há ...E a há o teu beijo. 

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